
No final da tarde do dia 30 de Março, em Lisboa, na Rua 1º de Dezembro, realizou-se mais uma ação de solidariedade com o povo palestiniano, exigindo o fim do genocídio e da ocupação, convocada pela CGTP-IN, pelo CPPC, pelo MPPM e pelo Projecto Ruído - Associação Juvenil.
Apresentado por Tânia Veríssimo, Fernando Jorge, actor e encenador, abriu a ação recitando três poemas de autores palestinianos, evocativos da situação na Palestina, da resistência, passada e atual do povo palestiniano e da confiança no retorno e na Paz.
Seguiram-se as intervenções dos representantes das organizações promotoras: Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM, Inês Jorge, do Projecto Ruído, Dinis Lourenço, do Conselho Nacional da CGTP-IN e Isabel Camarinha, presidente da Direção Nacional do CPPC.
Em todas elas ficou expressa a condenação aos crimes de Israel, que já causaram centenas de milhares de palestinianos mortos e feridos, milhões de desalojados, zonas residênciais, hospitais, centros de saúde, escolas e instalações das Nações Unidas completamente destruídos, a denúncia do impedimento da entrada de ajuda humanitária, quer para suprir as necessidades alimentares e médicas dos palestinianos, quer para a reconstrução das infra-estruturas essenciais na Faixa de Gaza, e o prosseguimento do genocídio.
Não esquecendo os países vizinhos, foram também condenados os ataques dos Estados Unidos da América e Israel ao Irão e de Israel, apoiado pelos EUA, a outros países do Médio Oriente, nomeadamente, ao Líbano e à Síria, numa escalada de confrontação com graves consequências no plano regional e amplas repercussões no plano mundial.
Lembrou-se ainda que a agressão e ameaça dos EUA e seus aliados a outros países no mundo, não está desligada da agressão ao povo palestiniano, como se verifica na Venezuela, em Cuba, no México, na Colômbia, ou na Gronelândia, mas também de guerras que se prolongam, como na Ucrânia ou no Sudão.
Afirmou-se que o reconhecimento do Estado da Palestina pelo governo português deve ser acompanhado pela exigência firme de medidas que garantam a efectiva concretização do Estado da Palestina livre, soberano e independente e que deixe de se alinhar com as agressões dos EUA e Israel, nomeadamente com a inaceitável permissão da utilização da Base das Lajes para a agressão, que o governo português tem de respeitar a Constituição da República Portuguesa.
Sublinhando a urgência de recolocar a paz no centro da agenda mundial, reafirmar o primado dos princípios da carta da ONU e do direito internacional, de pôr fim à guerra e à confrontação no Médio Oriente, na Europa e em todas as outras partes do Mundo, Isabel Camarinha, em nome do CPPC, apelou ao desenvolvimento de ações pela Paz e de solidariedade, na semana de 12 a 17 de Abril, ampliando o envolvimento de todos os que defendem a amizade, a solidariedade, a cooperação e a Paz, reforçando a luta por estes valores.