
Hoje, dia 21 de setembro, data definida, em 1981, pela Organização das Nações Unidas como o Dia Internacional da Paz, o Conselho Português para a Paz e Cooperação reitera o seu compromisso de contribuir para a mobilização de tantos quanto possível em prol da defesa da paz, contra a militarização das relações internacionais e a guerra.
Celebrar o Dia Internacional da Paz é sublinhar a importância da defesa e da promoção da paz, um direito de todos os
povos, que passa pelo respeito do direito à autodeterminação e da soberania na escolha do seu caminho, princípios fundamentais consagrados na Carta das Nações Unidas.
Comemorar este dia é afirmar que queremos a paz, a amizade, a solidariedade, a cooperação entre todos os povos do mundo. É afirmar o direito à justiça e ao progresso social. É recordar que a defesa destes valores é fundamental para construir um mundo melhor, para assegurar o futuro da Humanidade.
Reveste-se de grande importância assinalar esta data em 2022, num contexto internacional preocupante e imprevisível, em que os povos são confrontados com o fomento, a continuação e a intensificação de conflitos e da guerra em diversas partes do mundo – como na Palestina, no Sara Ocidental, na Síria, no Iémen, na Ucrânia –, a corrida aos armamentos, com a produção de mais e mais sofisticadas armas, incluindo nucleares, a instalação de mais bases militares em países terceiros.

Realizou-se, no passado dia 16 de Setembro, o “Encontro Pela Paz e Solidariedade com os Povos da América Latina”, promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação – CPPC, que se realizou em Machico, no Auditório da Junta de Freguesia de Machico, e no qual participou Ilda Figueiredo, a Presidente da Direção do CPPC.
Neste encontro sobre a Paz, que foi coordenado pelo jornalista Nicolas Fernandez, e que contou também com a intervenção de Carolina Cardoso, em representação do Núcleo da Madeira do CPPC, foi destacado o importante movimento da paz que se alarga na América Latina e a corajosa luta em prol da paz, com justiça social, em diversos países daquele continente, assim como a relevância política de uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos latino americanos e caribenhos, num contexto em que se abrem novas possibilidades para o futuro da América Latina.