46º aniversário | Cumprir Abril

Sim à Paz! Não à NATO!- Iniciativas por todo o País A campanha «Sim à Paz! N&at...

Neste momento de crise pandémica torna-se ainda mais urgente a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas.
Vitimas da ocupação israelita e da sua sistemática violação dos direitos humanos fundamentais dos palestinos, há, de acordo com a rede de solidariedade Samidoun, aproximadamente 5000 presos políticos palestinos encarcerados pelo colonialismo sionista, incluindo mais de 180 crianças, 430 presos ao abrigo do regime de detenção administrativa, sem acusações ou julgamento, e 700 presos doentes, 200 dos quais com doenças crónicas e graves, que os colocam num risco ainda maior caso a pandemia de Covid-19 se espalhe pelas cadeias.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) tem denunciado e condenado a ocupação por Israel dos territórios palestinos, bem como a cumplicidade da administração dos EUA através dos seus posicionamentos ilegais, designadamente o chamado «Acordo do Século», arranjo entre a administração Trump e os mais reacionários interesses sionistas, o «reconhecimento» de Jerusalém como capital de Israel, a «legalização» dos colonatos construídos nos territórios ocupados em 1967, o «reconhecimento» da anexação dos montes Golã pertencentes à Síria e os cortes de financiamento à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos.

Desde há nove anos que a República Árabe Síria enfrenta uma brutal agressão externa.
Tal como sucedeu na Líbia, pouco antes, as principais potências ocidentais e as suas aliadas regionais, escudando-se atrás de grupos terroristas (que armam, treinam e financiam), impuseram a agressão e a destruição do país, visando derrubar o seu governo e mudar o regime político-constitucional da Síria, controlar os seus recursos naturais e remover um dos principais obstáculos ao controlo total da região.
O saldo desta agressão é, a todos os níveis dramático: dezenas de milhares de mortos e feridos, milhões de deslocados e refugiados; incalculáveis danos económicos, materiais e patrimoniais; graves problemas económicos e sociais causados não apenas pela guerra, como pelas violentas sanções e bloqueios impostos pelas potências ocidentais.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirmando a sua defesa da justiça, do progresso social e da paz, na exigência do fim das guerras, do fim das sanções económicas e da necessária solidariedade para com os povos e países, incluindo os deslocados e refugiados das zonas mais fustigadas por agressões e bloqueios, e na sequência da solicitação dos nossos companheiros do Movimento Cubano pela Paz e Soberania dos Povos (Movpaz), divulga o “abaixo-assinado contra o bloqueio ilegal dos países e pela solidariedade entre os povos" (bit.ly/bloqueono), apelando a que possa ser assinado e divulgado por todos os defensores da paz e cooperação.
A gravidade da pandemia que enfrentamos torna ainda mais urgente o fim do bloqueio e das sanções económicas para possibilitar que todos os países, em especial os já mais mais fragilizados por estas formas de agressão, tenham melhores condições de defender a sua população.
Pela Paz, todos não somos demais.
Direcção Nacional do CPPC